DANIEL FRIEDMANN (Parte 2)

DANIEL VOANDO EM 1978 NAS ESPETACULARES ONDAS DO POINT BREAK DE BURLEIGH HEADS, EM QUEENSLAND NA AUSTRÁLIA.
NO ANO ANTERIOR, NO CAMPEONATO STUBBIES PRO, BURLEIGH HAVIA SIDO O PALCO DAS PRIMEIRAS BATERIAS HOMEM X HOMEM DA HISTÓRIA DO SURF.
FOTO: PUBLICADA NA REVISTA BRASIL SURF SEM CRÉDITO DO FOTÓGRAFO

Para os que desejarem mais detalhes sobre o início da carreira de Daniel Friedmann, contados por ele mesmo, aconselho pesquisar na postagem anterior deste blog, de maio de 2020. Sugiro que busquem também mais de uma centena de posts no antigo Blog do Livro, com muitas entrevistas históricas que fazem parte deste projeto (LINK divulgado aqui no topo na coluna da direita em computadores, ou lá no final se estiver navegando em celular/smartphone).

Nesta parte 2 do perfil de Daniel publicarei mais ilustrações do que texto. Aqui serão apresentadas informações, principalmente sobre os principais resultados de sua carreira como competidor. Destaco também que no livro – A Grande História do Surf Brasileiro, há um formato de apresentação padrão para os surfistas que defini como ÍCONES, sempre distribuídos em oito páginas.

DANIEL NO QUEBRA-MAR DA BARRA DA TIJUCA DURANTE O WAIMEA 5000, EVENTO DO CIRCUITO MUNDIAL QUE VENCEU EM 1977, AOS 21 ANOS. O SEMBLANTE DELE EXPRESSA O FOCO NO OBJETIVO PRINCIPAL, A VITÓRIA. FOTO: FEDOCA

CONTEXTO EXPLICATIVO

As gerações do surf brasileiro foram se formando e Daniel Friedmann faz parte do primeiro grupo de surfistas que levou a sério as competições, buscando patrocínio para poder viajar e competir. Assim eles moldaram um estilo de vida que seria seguido por surfistas que decidiram não apenas surfar para se divertir, mas também um envolvimento maior com o esporte que permitisse ter um sustento, competindo profissionalmente, fabricando pranchas, trabalhando com a confecção de moda e artigos de surf, criando marcas associadas a seu nome e imagem. No caso de Daniel ele criou a Pro Surf, além das pranchas Daniel Friedmann Designs, com as quais trabalha até hoje.

Outra faceta que acho oportuno destacar aqui é uma perspectiva da evolução dessa profissionalização de alguns de nós. Se buscarmos referências nos três primeiros Ícones do volume 1 de minha obra (já publicado) podemos aquilatar que além de atletas patrocinados, Rico de Souza, Otávio Pacheco e Ricardo Bocão também foram shapers e designers de pranchas.

Rico atuou em uma imensa variedade de atividades que permitiram chegar a quase 70 anos de vida envolto pelo esporte – shaper, um dos pioneiros em patrocínio (com a rede Globo), nos boletins informativos de surf, com escolas de surf, confecção e loja.

Otávio por sua vez também nunca parou de ganhar dinheiro com seus shapes, foi fabricante de parafinas, organizador de eventos de surf e hoje é um dos diretores de prova na etapa do mundial realizada em Saquarema, o especialista em dar o sinal verde sabendo que as ondas estarão boas.

Bocão deu uma guinada ainda maior, ao decidir trabalhar com a mídia, primeiro com a revista e o programa Realce, chegando ao ponto de ter seu próprio canal de TV a cabo (Woohoo).

Para detalhes dessas histórias convido os internautas a adquirirem um exemplar do primeiro de meus cinco livros. Também é possível encontrar o link COMPRE O LIVRO na barra de menu superior.

Voltando ao fio da meada, destaco que muitos dos grandes surfistas cariocas, a partir dos anos 1970 tiveram como instinto de trabalho inicial fabricar pranchas, se transformaram em shapers, buscando um sustento ligado ao surf. Só para citar alguns dos mais proeminentes e mais experientes, além de Bocão, Otávio e Rico… Tito, Mudinho, Marcelo Rabello, Betão, Yso Amsler, Mário Bração, Irencyr e Cyro Beltrão, Wanderbill, Heinrich, Fábio Pacheco, Pepê, Gustavo Kronig, Victor Vasconcelos, Dardal, Capacete, Pastor, Ricardo Martins, Joca Secco e o próprio Daniel Friedmann, ficando apenas no RJ e sem esgotar esta lista, competiram em campeonatos com designs deles mesmos e vendiam pranchas para clientes, sustentando o lifestyle. Surfavam quando queriam, respiravam surf e pó de poliuretano em seu dia a dia.

INFLUENCIANDO PAULISTAS – VAMOS UM POUCO MAIS LONGE

No volume 2 dos 5 (ou mais) de minha obra estarei me aprofundando na história da indústria do surf no Brasil. Acho pertinente fazer um paralelo aqui com meus amigos do estado de São Paulo. Aqueles empresários que foram as pedras fundamentais do Circuito Brasileiro de Surf Profissional, fundando a Abrasp com o patrocínio de suas marcas para as etapas de 1987: OP PRO; LIGHTNING BOLT; SUNDEK CLASSIC; FICO FESTIVAL; TOWN & COUNTRY. Sidão da Op e Zé Roberto Rangel da T&C (ambos In Memoriam), antes de trabalhar com suas confecções, fabricavam as pranchas Green Room, na garagem do prédio do Sidão, em Pitangueiras, Guarujá. Eram shapes do Zé e laminação do Sidão. Os irmãos Rego, Fernando e Zezinho, da Lightning Bolt, tinham como parceiro da marca o Glasser e Air Brusher Thyola. A Lightning Bolt começou no Brasil com sua vocação mundial: pranchas. Ermínio, da Sundek, e Fico (que começou produzindo carteiras emborrachadas) não se aventuraram com pranchas. Todos ganharam suas vidas trabalhando com surf.

Todo o percurso da formação do mercado, que nasceu com a fabricação de pranchas, o surgimento de nossa indústria de moda, acessórios de surf, será explicado em detalhes, com os pioneiros irmãos Mansur (em Santos) e Tico Cavalcanti (Rio), as lojas Magno, Waimea, Twin (outros irmãos que começaram com a fabricação de pranchas em São Vicente), até a Star Point, atualmente a rede de lojas com as maiores vitrines de pranchas… será dissecado no volume 2.

Voltemos ao tema desta postagem que é a carreira de Daniel Friedmann (capítulo 16 de 70 em minha obra impressa). Em 1979 Daniel criou a marca Pro Surf, a ideia veio após sua participação no Smirnoff Pro, um campeonato do Hawaii. Além das pranchas, aventurou-se no mercado de confecção, a camiseta daquele evento foi o estopim.

DANIEL NO ARPOADOR EM UM DOS ANÚNCIOS DE SUA MARCA PRO SURF PUBLICADO EM EDIÇÃO DA VISUAL ESPORTIVO DE 1982

VISÃO PARTICULAR

Em minha visão como surfista da capital paulista, da turma do Guarujá, que começou a surfar no final dos anos 1960, nossas referencias vinham primeiro das revistas internacionais. Os únicos filmes eram Mar Raivoso e Alegria de Verão, já ultrapassados no início dos anos 1970, pois eram da era dos pranchões. O surf já era outro embora estas duas raridades passassem o espírito. Demorou até começarem a chegar raros filmes de 16mm importados. A técnica tinha de ser desenvolvida na água, por observação dos mais experientes, por tentativa e erro, prática, persistência e influência.

Posso dizer que as turmas de Santos e do Guarujá, os melhores surfistas daquele início nas pranchinhas, estavam num patamar similar. Santistas mais radicais, buscando inovação inspirados pelos australianos, os surfistas do Guarujá eram mais estilistas, inspirados na linha havaiana. Os surfistas do Rio… estes sim!!! Estavam “anos luz” à frente e eram admirados por todos. Eram os líderes da performance no esporte no Brasil. Betão, Bocão, Mudinho, os irmãos Pacheco, o primeiro campeão Rico, Maraca, Marcos Berenguer, Cauli, Pepê e Daniel Friedmann, entre outros, eram respeitados pelos paulistas. Não eram comuns as oportunidades que tínhamos de presenciá-los. Naquele tempo, tinha que ser na água, ao vivo, surfando junto. Ou da praia, em campeonatos.

A base de evolução do surf brasileiro nos anos 1970 vinha do Rio de Janeiro, o nome de Daniel Friedmann veio atrelado aos melhores surfistas do Brasil, quando o surf de pranchinha, a geração do Píer de Ipanema, os cariocas (era como nos referíamos a eles aqui), dominavam o cenário das competições. E era isso mesmo que Daniel era, um dos melhores do Brasil. Ouso afirmar que em um certo período, mais para o final da década de 1970, Daniel Friedmann foi o melhor surfista brasileiro.

Meu primeiro contato com a nata do surf brasileiro foi em janeiro de 1972. Fui com meu pai e meu irmão para participar do primeiro Festival Nacional de Surf em Ubatuba. Eu tinha 15 anos. O campeonato não foi finalizado no verão por falta de ondas. Em julho eu não voltei para Ubatuba. Na postagem anterior tem uma foto do pódio deste primeiro campeonato brasileiro, também há um capítulo detalhando estes FESTIVAIS NACIONAIS no volume 1 de “A Grande História do Surf Brasileiro”. Os surfistas neste pódio Rico, Betão, Bocão, Berenguer e Daniel Friedmann. Eles venceram os primeiros campeonatos em Ubatuba e Saquarema. O único campeonato do Píer. Ao lado de Otávio Pacheco e Mudinho eram nossas principais referências. Os campeões.

Daniel Friedmann era o mais jovem deles, o bigode, o cabelo armado, o olhar penetrante, davam um ar de mais idade a ele. Venceu a categoria júnior do Píer em 1972, foi terceiro em Ubatuba no mesmo ano. Venceu Saquarema em 1976, o mundial do Rio em 1977, foi vice em Saquarema por mais duas vezes, em 77 perdendo para Pepê, e 83 para Picuruta.

DANIEL FRIEDMANN COM ALGUNS DE SEUS TROFÉUS NA LOJA DA ALA MOANA

PROTAGONISTA DE DUAS DAS DEZENOVE CAPAS DA BRASIL SURF.
QUEBRA-MAR, BARRA. FOTO: NILTON BARBOSA

Hoje sei que Daniel é apenas cinco meses mais velho do que eu. Mas naquele tempo de busca de evolução nos anos 1970, quando você escolhe um esporte e busca excelência, não há como não medir sua capacidade com os melhores. A seriedade e foco estampado em suas fotografias publicadas na Brasil Surf, a precisão de suas manobras, o estilo apurado e principalmente a consistência de resultados naqueles anos 1970 e início dos anos 1980, sempre me fez pensar que a diferença de idade era bem maior. Eu cheguei a cogitar se teria cacife para ser uma surfista profissional. Depois de três longas temporadas havaianas nos anos 1970 e cursando administração de empresas na FGV em São Paulo (de 1975 a 78), decidi seguir outro rumo como profissão, mais tarde fui perceber que meu talento maior era para o jornalismo de surf. Eu voltaria a me envolver com trabalhos no surf só a partir de 1986, na imprensa, primeiro na TV Bandeirantes, depois na revista Fluir, e até hoje fiquei, essa é minha vocação. Respeito, muito, estes primeiros profissionais brasileiros, ÍCONES do nosso esporte, que pavimentaram o caminho para a atual Brazilian Storm mostrar ao que viemos. Neste cenário Daniel José Friedmann, nascido em 1956, é uma estrela de primeira grandeza.

PÁGINA DUPLA DE UMA BRASIL SURF DE 1978 EM MATÉRIA DE ALBERTO PECEGUEIRO QUE DISCORRIA SOBRE O TEMA:
PROFISSIONALISMO NO SURF
DANIEL TINHA A MARCA BRAHMA ESTAMPADA EM SUAS PRANCHAS. NA IMAGEM MAIOR SURFA EM VELZYLAND, HAWAII. TAMBÉM CAVANDO EM ROCKY POINT. FOTOS DE JEFF HORNBAKER. SAQUAREMA E NO QUEBRA-MAR DA BARRA, FOTOS DE NILTON BARBOSA
E NA PRAIA EM UBATUBA, COM TODA SUA ENTOURAGE. FOTO: KLAUS MITTELDORF

A partir de agora iniciarei uma viagem ilustrada com algumas fotografias de Daniel que: a) peguei com ele, em meu pen drive, quando fiz a entrevista em sua fábrica no ano de 2015; b) garimpei na internet em diversos sites; c) escaneei ou fotografei da minha coleção de revistas.

Sempre que tenho a informação de autoria, coloco o crédito do fotógrafo neste blog. As fotografias que sairão publicadas no livro serão pagas de acordo com a tabela do projeto cultural. Aqui apresento uma série de informações que não necessariamente estarão no livro impresso. Este blog continuará disponível para consulta independente da coleção de livros. É um trabalho em paralelo que pretendo deixar disponível para consulta de nossas futuras gerações.

A história de Daniel Friedmann, suas façanhas, a qualidade de seu surf, acaba se misturando com a história e a evolução do surf brasileiro.

VAMOS LÁ…

DANIEL FRIEDMANN UM ESTUDO DE ESTILO

COM SUA PRANCHA SÃO CONRADO EM UMA DAS FOTOGRAFIAS MAIS ANTIGAS QUE EXISTE.
FOTO: ARQUIVO PESSOAL
EM 2000, SURFANDO EM ITAMAMBUCA DURANTE O EVENTO DE LONGBOARD “GOOFY SURF MILLENIUM”.
FOTO: FERNANDO CASSINI
BACKSIDE, FRONTSIDE, A TÉCNICA DE SEU STRETCH HANG FIVE É DAS MAIS APURADAS DO PLANETA.
FOTO RECENTE DE: ? ?

VAMOS TENTAR SEGUIR UMA ORDEM CRONOLÓGICA

A PRIMEIRA ENTREVISTA PARA A BRASIL SURF AINDA EM 1975, POR RICARDO BRAVO, SAIU PUBLICADA NA EDIÇÃO DE JAN/FEV 1976.
FOTOGRAFIAS DE AÇÃO NO PÍER DE MÚCIO SCORZELLI
NA MESMA ENTREVISTA DANIEL TROUXE FOTOGRAFIAS DE SUA TEMPORADA NO JAPÃO. FOTOS: ARQUIVO PESSOAL

Em 1973 Daniel foi com seu pai para EUA e depois brevemente Hawaii (deu uma queda apenas em Laniakea), ficou viajando um bom tempo e até perdeu o campeonato de Ubatuba daquele ano, pois seguiu até o Japão. Na época com 17 anos, ele estava começando a shapear pranchas. Na Califórnia, junto com seu pai, fez contato com Gordon Clark e acabou sendo a ponte para que os blocos começassem a vir para o Brasil. Posteriormente passou a produção da Clark Foam para Russell Coffin, que comandou a Clark no Brasil por diversos anos. Os blocos importados eram caros. Friedmann desenvolveu no Brasil os blocos da New Color, que eram vendidos nas lojas Mesbla.

ANÚNCIO DA BRASIL SURF, EM 1976 ERAM PRODUZIDOS 4 TAMANHOS DE PLUG, A HAVAIANA RELL SUNN AO LADO DE DANIEL, PEPÊ SEGURA UM BLOCO, OBSERVADOS POR RANDY RARICK, FUNDADOR DA IPS

Os resultados de Daniel no início dos anos 1970 eram formidáveis e perduraram por toda a década. Em 1972 ele venceu a categoria Júnior no campeonato do Píer. No mesmo ano ficou em terceiro em Ubatuba. Em 1976 venceu o Festival de Saquarema, o segundo evento lá realizado, aquele que foi considerado o Woodstock brasileiro com show de música, etc…

SUA PRIMEIRA CAPA NA BRASIL SURF, JUL/AGO 1976, QUANDO VENCEU EM SAQUAREMA.
FOTO: NÃO HÁ O CRÉDITO DO FOTÓGRAFO NA REVISTA

No final dos anos 1970 passou a viajar para competir em eventos na África do Sul, no Japão, no Hawaii. Foi também um dos protagonistas brasileiros no filme NAS ONDAS DO SURF.

CENA DO FILME NAS ONDAS DO SURF EM SUNSET
SUNSET BEACH, SEGURANÇA NO BOTTOM TURN.
REPRODUÇÃO DA BRASIL SURF, SEM CRÉDITO DE FOTÓGRAFO
NA ÁFRICA DO SUL FEZ UMA FINAL NO HANG TEN REALIZADO EM DURBAN

Daniel comenta: “Fui criando metas e trabalhando em cima dessas metas que foram atingidas conforme fui seguindo na carreira. O quinto lugar na África do Sul (naquele momento) representou uma vitória. Eu ganhei a triagem para o Hang Ten em Durban, na época o Gunston 500 estava sendo realizado em East London, nos anos de 1977 e 78. Não foi apenas o quinto lugar, foi o fato de ter vencido a triagem e chegar para a final mostrando potencial. Na final eram seis surfistas, entre eles Shaun, PT e Michael Tomson, caíamos três vezes na água para definir o campeão. Esses resultados vão trazendo mais segurança”.

Em 1980 Daniel foi participar da temporada de campeonatos na Austrália e foi o primeiro brasileiro a vencer um evento naquele país. Antes dele o único estrangeiro a vencer um evento na Austrália havia sido o havaiano Jeff Hakman em Bells no ano de 1976. O campeonato que ele venceu foi realizado na ilha de Stradbroke, no norte da Gold Coast.

DANIEL SURFANDO COM UM SHAPE DE BEN AIPA NA AUSTRÁLIA, REPRODUÇÃO DE UM TEXTO QUE ELE ESCREVEU PARA A BRASIL SURF ALGUNS ANOS ANTES DE SUA VITÓRIA.
NA FOTO DE AÇÃO DANIEL ESTÁ EM BURLEIGH HEADS. FOTO MURDIELLA
COMPETINDO NO JAPÃO NA ÉPOCA EM QUE SEGUIA O CIRCUITO MUNDIAL.
FOTOS: ARQUIVO PESSOAL
REPRODUÇÃO DA REVSITA HARDCORE DE 15 ANOS, EM ABRIL DE 2004. O MOMENTO É DE UM DOS ÚLTIMOS WAIMEA 5000, NO ARPOADOR, INÍCIO DOS ANOS 1980.
FOTO: NILTON BARBOSA

A partir dos anos 1970 Daniel foi convidado diversas vezes e flertou com a organização de eventos. Em 1979, no ano em que o Waimea 5000 não ocorreu, houve o I Confronto Internacional de Surf = BRASIL NUTS X BRONZED AUSSIES, com a não realização da etapa brasileira, mas com a presença de alguns atletas estrangeiros aqui, foi organizado este encontro para promover o esporte na mídia.

Já no final dos anos 1980, ele participou da coordenação dos Hollywood Surf, eventos júnior. Quando o amigo Pepê Lopes sofreu seu acidente fatal de asa delta, Friedmann foi convidado para assumir a direção de prova dos eventos da Alternativa, o Internacional do Rio, etapa do WCT no Brasil, isso foi a partir de 1991. Daniel seguiu dirigindo este evento até 2001. Em 2002, quando aconteceu em Saquarema, Pedro Muller foi o diretor da prova. A partir de 2003, com a etapa indo para Imbituba (SC), Daniel foi convidado pela Billabong para voltar a dirigir os eventos do CT e passou também a comandar os Billabong Pro Junior, não só no Brasil, mas por outros países da América do Sul, no Chile e no Peru também. Nos anos 2000 também comandou, convidado por Rico de Souza, os Petrobras Longboard Classic e os Festivais Ecovias, competindo esporadicamente nestes eventos na categoria Legends.

EM RARAS OCASIÕES DANIEL AINDA VESTE A CAMISETA DE COMPETIÇÃO.
FOTO: FEDOCA
TROCANDO UMA IDEIA COM SEU CONTEMPORÂNEO DO WORLD TOUR E MESTRE AUSTRALIANO DO JORNALISMO DE SURF, DEREK HYND, NO RIO.
FOTO: FEDOCA
FREE SURF NAS ILHAS MALDIVAS COM UMA FUN BOARD.
FOTO: ARQUIVO PESSOAL
RÉPLICAS DE SUA STINGER, UMA ROUND PIN E UMA WING SWALLOW, DA ÉPOCA DO PATROCÍNIO COM A BRAHMA.
ARSENAL DE LONGBOARDS PARA VENDA.
OUTRO MOMENTO MAIS ATUAL SURFANDO NAS MALDIVAS.
FOTO: ARQUIVO PESSOAL
COM O LAMINADOR DE PRANCHAS THYOLA E O DESIGNER AVELINO BASTOS NO EVENTO BOARD TRADER SHOW DE 2016.
FOTO: ADRIAN KOJIN
EM 2016 A PRANCHA ORIGINAL, PEÇA DE MUSEU DA ÉPOCA DO PATROCÍNIO COM A BRAHMA, FOI UMA DAS ATRAÇÕES DO EVENTO BOARD TRADER SHOW, NA CAPITAL PAULISTA. JOVENS SHAPERS DEVERIAM PRODUZIR UMA RÉPLICA DESTA PRANCHA. O MELHOR RESULTADO FINAL ERA PREMIADO APÓS A ANÁLISE DO TRABALHO PELO PRÓPRIO DANIEL E OUTROS RENOMADOS E EXPERIENTES SHAPERS COMO NECO CARBONE.
FOTO: ADRIAN KOJIN
RECENTEMENTE DANIEL FRIEDMANN TEM MINISTRADO PALESTRAS MOTIVACIONAIS, PASSANDO SUA EXPERIÊNCIA DE VIDA E NO SURF.
NESTE ANO DE 2020, EM MEIO À PANDEMIA E QUARENTENA DANIEL FOI CONVIDADO PELO CEARENSE MARCELO BIBITA PARA PARTICIPAR DE UMA “LIVE” CONTANDO PASSAGENS DE SUA HISTÓRIA.
POSTER EM SEU ESTANDE NA BOARD TRADER DE 2017.
FOTO: DRAGÃO
UM DE SEUS MODELOS DA DÉCADA DE 1980
IMAGEM DO MERCADO LIVRE.
GOLDEN YEARS SAQUAREMA. DANIEL SENTADO DE CAMISETA VERDE. DE CAMISETA BRANCA, DE PÉ, PEPÊ, BOCÃO SENTADO ATRÁS DA GAROTA E OTÁVIO MAIS ATRÁS MANDANDO DOIS POSITIVOS.
FOTO: FEDOCA

Algumas destas fotografias estarão no segundo volume da coleção de livros A GRANDE HISTÓRIA DO SURF BRASILEIRO, com projeto gráfico de Fernando Mesquita, acompanhem todos os passos do projeto neste blog/site. ALOHA

2 thoughts on “DANIEL FRIEDMANN (Parte 2)

  1. Fernando Amorim Guilherme da Silva says:

    Que beleza Dragão contar um pouco da historia do Daniel Friedmann comecei a surfar no verão 77/78 com uma prancha dele que pertencia a um amigo que tinha comprado na Mesbla. Pensei que a marca fosse Pro Model, e a partir de 1982 mudou para Pro Surf, será que estou certo? Parabéns por toda sua obra! Abraço.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *